Uma comitiva do Moza Banco, liderada pelo Membro da Comissão Executiva, Jaime Joaquim, visitou esta segunda-feira, em Maputo, o Gabinete da Primeira Dama, Gueta Chapo, com o objectivo de manifestar apoio às iniciativas levadas a cabo por este Gabinete em prol das vítimas das cheias e inundações que, num passado recente, fustigaram a região sul do país, deixando dor e luta no seio de centenas que famílias.
Durante a ocasião, a equipa do Moza mostrou interesse em colaborar com o Gabinete da Primeira-Dama a vários níveis, a começar pelo apoio às várias iniciativas de carácter social levadas a cabo pelo Gabinete, em todo o país.
Houve ainda espaço para a entrega de um cheque simbólico para apoiar o Gabinete nas despesas associadas à compra de bens e produtos essenciais para prestar apoio às famílias que ainda estão alojadas nos vários centros de acolhimento, na sequência da destruição total ou parcial das suas residências, na sequência das chuvas.
Gueta Chapo manifestou, no encontro, abertura para colaborar com o Banco, saudando a visita e a manifesta vontade de ajudar os moçambicanos.
Já o Membro da Comissão Executiva, por seu turno, considerou a parceria estratégica e alinhada às iniciativas de responsabilidade social que o Moza Banco tem vindo a implementar, em todo o país.
“É para nós uma grande honra contribuir, simbolicamente, para o sucesso das iniciativas da primeira-dama. Todos nós conseguimos visualizar o impacto e a mudança positiva que estas iniciativas geram no seio das comunidades”, reforçou.
No âmbito do apoio às vítimas das cheias e inundações, o Moza Banco tem levado a cabo iniciativas diversas com considerável impacto nas famílias, destacando as áreas mais afectadas da região sul do país, com especial enfoque para os distritos de Mapai, Chicualacuala, Chigubo e Guijá, em Gaza, e Boane na província de Maputo.
Ciente de que toda a ajuda continua sendo necessária, o Moza continua a Fazer Acontecer na angariação de donativos e mobilização de parcerias com vista a reforçar as acções de solidárias inseridas no Movimento Solidário desencadeado em finais de Janeiro, desde a eclosão das intempéries.
O especialista em agronegócio do Moza Banco, Danilo Abdula, participou, esta segunda-feira, em Maputo, da Cerimónia de Lançamento da Agriconnect, uma iniciativa do Banco Mundial que se pretende implementar em Moçambique, em parceira com o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, com o objectivo de transformar a agricultura de pequena escala e potenciar a criação de cada vez mais empregos no meio rural.
Convidado a integrar um painel que discutiu as “acções prioritárias para o desenvolvimento do agronegócio, criação de emprego, melhoria da segurança alimentar e nutricional em Moçambique”, Danilo Abdula abordou as dificuldades de financiar os pequenos produtores, reforçando a recomendação para que se juntem em cooperativas que os permitam estar mais organizados para buscar financiamento na Banca.
“O Moza Banco tem muito interesse em apoiar o desenvolvimento do agronegócio, entretanto o dinheiro a ser concedido deve ter o seu retorno, dai ser importante que os produtores consigam compreender o quão importante é estarem organizados para que possam beneficiar de financiamentos. É mais fácil financiar um grupo do que pequenos produtores dispersos, porque enquanto grupo eles estarão mais organizados e podem partilhar melhor os riscos e os benefícios associados a esse financiamento”, declarou Danilo Abdula.
A acrescentar, o especialista do Moza Banco recomendou ainda as autoridades a estimularem e potenciarem o crescimento da cadeia de valor, garantindo que os produtores não tenham dificuldades de escoar a produção.
Não obstante os vários factores que continuam a desafiar o sector agrário nacional, com destaque para as questões de ordem climática, o Moza continua a financiar o agronegócio nacional. O Banco tem linhas de financiamento disponíveis para o sector, com maior destaque para a Linha BEI, criada em parceria com o Banco Europeu de Investimentos e a Linha do Fundo de Segurança Alimentar, FSA, ambas com taxas de juro bonificadas.
O Moza Banco acredita que o investimento no agronegócio é indispensável para que os moçambicanos possam ganhar juntos a batalha em prol do desenvolvimento colectivo.
Um grupo de voluntários do Moza Banco e entidades parceiras, liderado pelo Presidente da Comissão Executiva (PCE), Manuel Soares, visitou a Escola Básica 19 de Outubro - o último Centro de Acolhimento activo no distrito de Boane, para confortar as mais de mil vítimas das recentes cheias que fustigaram a região sul do país. Composto maioritariamente por mulheres e crianças, o Centro de Acolhimento reúne famílias que mesmo tendo perdido quase tudo continuam cheias de esperança num futuro melhor e mais estável.
Durante a visita, a equipa procedeu a entrega de donativos diversos que incluem bens alimentares não perecíveis, vestuário e produtos de higiene e limpeza, na esperança de minimizar as necessidades daquelas famílias que continuam carentes de toda a ajuda possível.
Sensibilizado com a realidade no terreno, o PCE do Moza reforçou o compromisso do Banco em continuar o Movimento Solidário, reforçando ainda mais o apoio às vítimas das cheias.
“Quando olhamos para estas famílias, compreendemos que a solidariedade não se pode esgotar numa única acção. O Moza está aqui porque acredita que ser solidário é caminhar ao lado de quem mais precisa, até que a esperança volte a ser maior que a dor. Temos conhecimento de outros pontos da província de Maputo que ainda precisam de ajuda, com destaque para Manhiça, Moamba e Magude e por isso queremos que na próxima fase do nosso Movimento Solidário possamos contemplar também essas regiões. Vamos continuar a Fazer Acontecer”, acrescentou o CEO.
Representando as famílias apoiadas, a Directora do Centro de Acolhimento Maria Alcinda Mandlate, destacou, sobretudo, a mensagem de esperança transmitida às vítimas das cheias através das doações associadas aos Movimentos Solidários, apelando para a sua continuidade.
“Estas famílias chegaram aqui praticamente sem nada. Temos aqui mães e mulheres grávidas que precisam da ajuda de cada um de vós. Cada apoio que recebemos devolve um pouco de dignidade e esperança. Saber que não estamos sozinhos dá força para continuarmos a cuidar destas pessoas como elas merecem”, asseverou a Directora.
Esta iniciativa enquadra-se no âmbito das acções que têm estado a ser levadas a cabo desde a eclosão das cheias, tendo o Banco já canalizado apoio a província de Gaza em coordenação com as autoridades locais e com o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD).
Em Gaza, para além de prestar ajuda ao governo central, o Moza apoiou directamente os distritos de Guijá, Mapai, Chigubo e Chicualacuala, regiões que foram devastadas pela fúria das águas, com registo de óbitos e danos materiais avultados.
Mais do que entregar donativos, o Moza pretende, com estas acções, transmitir conforto às vítimas, motivando-as a lutar para a reconstrução das suas vidas.
