Moza Banco leva esperança a famílias desalojadas no último centro de acolhimento de Boane

Um grupo de voluntários do Moza Banco e entidades parceiras, liderado pelo Presidente da Comissão Executiva (PCE), Manuel Soares, visitou a Escola Básica 19 de Outubro - o último Centro de Acolhimento activo no distrito de Boane, para confortar as mais de mil vítimas das recentes cheias que fustigaram a região sul do país. Composto maioritariamente por mulheres e crianças, o Centro de Acolhimento reúne famílias que mesmo tendo perdido quase tudo continuam cheias de esperança num futuro melhor e mais estável.

Durante a visita, a equipa procedeu a entrega de donativos diversos que incluem bens alimentares não perecíveis, vestuário e produtos de higiene e limpeza, na esperança de minimizar as necessidades daquelas famílias que continuam carentes de toda a ajuda possível.

Sensibilizado com a realidade no terreno, o PCE do Moza reforçou o compromisso do Banco em continuar o Movimento Solidário, reforçando ainda mais o apoio às vítimas das cheias. 

“Quando olhamos para estas famílias, compreendemos que a solidariedade não se pode esgotar numa única acção. O Moza está aqui porque acredita que ser solidário é caminhar ao lado de quem mais precisa, até que a esperança volte a ser maior que a dor. Temos conhecimento de outros pontos da província de Maputo que ainda precisam de ajuda, com destaque para Manhiça, Moamba e Magude e por isso queremos que na próxima fase do nosso Movimento Solidário possamos contemplar também essas regiões. Vamos continuar a Fazer Acontecer”, acrescentou o CEO.

Representando as famílias apoiadas, a Directora do Centro de Acolhimento Maria Alcinda Mandlate, destacou, sobretudo, a mensagem de esperança transmitida às vítimas das cheias através das doações associadas aos Movimentos Solidários, apelando para a sua continuidade.

“Estas famílias chegaram aqui praticamente sem nada. Temos aqui mães e mulheres grávidas que precisam da ajuda de cada um de vós. Cada apoio que recebemos devolve um pouco de dignidade e esperança. Saber que não estamos sozinhos dá força para continuarmos a cuidar destas pessoas como elas merecem”, asseverou a Directora.

Esta iniciativa enquadra-se no âmbito das acções que têm estado a ser levadas a cabo desde a eclosão das cheias, tendo o Banco já canalizado apoio a província de Gaza em coordenação com as autoridades locais e com o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD).

Em Gaza, para além de prestar ajuda ao governo central, o Moza apoiou directamente os distritos de Guijá, Mapai, Chigubo e Chicualacuala, regiões que foram devastadas pela fúria das águas, com registo de óbitos e danos materiais avultados.

Mais do que entregar donativos, o Moza pretende, com estas acções, transmitir conforto às vítimas, motivando-as a lutar para a reconstrução das suas vidas.


10/02/2026

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